terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Tiradentes foi a inspiração para Ouro Preto



Tiradentes foi uma aventura. Desembarcamos da maria fumaça e caminhamos ao encontro do primeiro desafio. Havia chovido muito nos últimos dias e a ponte que precisávamos atravessar para entrar na cidade tinha sido levada pela enchente. Não tinha outra entrada, nem para os veículos. A única escolha era embarcar no bote do exército brasileiro amarrado nas duas extremidades do rio por um cabo de aço. Embarcamos! Mesmo com a correnteza forte, a travessia foi segura. Segunda aventura: atravessar uma pinguela improvisada sobre um córrego. Foi ainda mais fácil, afinal no tempo de criança, na fazenda do meu avô, esta era uma das minhas brincadeiras prediletas. Foi um dia aconchegante em Tiradentes, em sintonia com tudo que a cultura mineira pode oferecer. E naquela cidade charmosa, que dá nome a um importante homem que morreu pela liberdade, programamos nossa nova aventura.

Próxima parada, Ouro Preto, berço da arquitetura barroca, da revolta dos inconfidentes e da poesia dos árcades. Foi durante o Festival de Inverno, quando a arte esquenta a cidade. Descendo as ladeiras rumo ao centro, vimos a antiga Vila Rica vestida de adereços com as apresentações públicas de teatro, dança, fotografia, pintura, escultura, literatura, música. Respirávamos arte. A cada passo uma novidade. Ouro Preto era um universo artístico inusitado, mágico.

 Além das novidades culturais que nos deparávamos, a própria cidade fornecia um estado de inspiração através da sua arquitetura, rica em ouro e detalhes. Enquanto caminhávamos na antiga metrópole de calçamentos e ruas de pedras, á luz de lampiões, avistávamos as 13 igrejas barrocas nos topos das colinas. A 1.179 metros do nível do mar, naquele mês de julho, as temperaturas eram baixas e de manhã a cidade ficada encoberta pela névoa branca.

Foram três dias de encantamento até sentir que era hora de renovar as energias. Fomos em busca da natureza.